Dra. Ana Carolina – Neurologista especialista em Distúrbios do Movimento

A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa em que ocorre a diminuição de dopamina (substância que ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática).

Assim ocorre os principais sintomas motores da doença:

  • bradicinesia (paciente se sente lento, com redução dos movimentos do corpo);
  • rigidez (paciente se sente mais endurecido);
  • tremores (geralmente em repouso e unilateral);

 

 

Outros sintomas identificados nessa condição são:

  • Instabilidade postural;
  • Alterações na fala ou na forma de andar;
  • Fadiga;
  • Tontura;
  • Depressão;
  • Alterações no sono;
  • Constipação;
  • Diminuição do olfato;

Alguns desses sinais podem surgir anos antes dos sintomas motores.

Como faz o diagnóstico?

O diagnóstico da Doença de Parkinson é essencialmente clínico.
Existem alguns exames que podem nos auxiliar, como a ressonância do crânio (principalmente em alguns parkinsonismos secundários) e a cintilografia com TRODAT em casos de dúvida.

E quanto ao tratamento?

Em primeiro lugar, temos que ter em mente que o tratamento é multidisciplinar, então além do acompanhamento com neurologista e o uso de medicamentos, é necessário que o paciente faça reabilitação neurológica, fonoterapia, terapia ocupacional, acompanhamento nutricional e psicológico, e claro, atividade física regular.
Em relação aos medicamentos orais temos várias opções, como a levodopa, pramipexol, rasagilina, entacapone e amantadina disponíveis pelo SUS. Também temos medicações de uso tópico como a rotigotina.
Além disso, para alguns casos, podemos indicar a cirurgia, com excelentes resultados e benefícios para os pacientes.
O mais importante é que o tratamento deve ser sempre individualizado e o paciente tem que ser acompanhado de perto por um Neurologista.

Existe prevenção?

Uma medida muito eficaz de diminuir a chance de ter a doença, além de melhorar sintomas e a qualidade de vida dos pacientes é a ATIVIDADE FISÍCA.

Alguns estudos mostram que atividade física de intensidade moderada a vigorosa pode ter efeito neuroprotetor. Em modelos animais, submetidos a um regime regular de exercício físico, observou-se aumento de sinapses e de anti-oxidantes e o surgimento de mecanismos de neuroproteção e neuroplasticidade.

As práticas regulares de exercícios físicos melhoram a função motora, assim como também ajudam na depressão, fadiga e dor crônica, muito comuns nos pacientes com Parkinson.
Interessou-se por esse assunto ou ainda tem alguma dúvida sobre ele? Entre em contato e agende uma consulta para esclarecermos o que faltou!