Dra. Ana Carolina – Neurologista especialista em Distúrbios do Movimento

dor crônica
A queixa de dor é um dos principais motivos para que uma pessoa busque atendimento médico. Esse problema afeta milhões de brasileiros diariamente. Agora, imagine conviver com essa dor por longos períodos? Quando isso ocorre, já está instalado um processo de dor crônica no paciente, que costuma durar de 3 a 6 meses, ou, além da duração necessária para a cicatrização normal do tecido após um evento de dor aguda. Essa complicação resulta de fatores biológicos, psicológicos e sociais combinados e, na maioria das vezes, requer uma abordagem multifatorial para avaliação e tratamento. O principal sintoma da dor crônica é, obviamente, a dor. Mas a dor pode afetar o corpo de maneiras diferentes. Algumas pessoas têm dores profundas nos músculos ou ossos. Algumas pessoas têm dor aguda, geralmente com formigamento ou dormência, outras têm uma dor surda e latejante. Pessoas com esse problema podem, também, ter dificuldade em realizar suas atividades habituais, como tomar banho ou vestir-se. Isso pode levar à depressão e ansiedade, e pode causar problemas com o sono.

Fatores de risco para a dor crônica

Vários fatores do paciente aumentam o risco de desenvolver dor crônica, incluindo genética, medos e expectativas do paciente, resultados anteriores de tratamentos ruins relacionados à dor, condições psiquiátricas e comportamentais concomitantes, problemas sociais adversos, idade avançada e uso de opioides em longo prazo . A dor aguda pode mudar para dor crônica por uma variedade de razões, incluindo a natureza da doença ou lesão, e se fatores psicossociais importantes não forem resolvidos nos meses seguintes ao início das lesões e doenças dolorosas. A identificação e o tratamento dos fatores de risco que contribuem para a cronificação da dor podem reduzir a probabilidade de os pacientes passarem da dor aguda para a dor crônica.

E como tratar?

Os tratamentos para a dor crônica incluem tratamento farmacológico e não farmacológico. Nenhum tratamento funciona para todos. O médico ajudará a encontrar a combinação certa de tratamentos para você. As opções de tratamento incluem:

Para encontrar o melhor tratamento para você, é preciso que tenha em mente:

Estar aberto para experimentar novos tratamentos e combinações terapêuticas. Às vezes, você precisa tentar algumas opções diferentes antes de encontrar uma que funcione melhor;
Estabeleça metas realistas para o seu tratamento. Mesmo que você não consiga se livrar completamente da dor, pode ser capaz de controlá-la o suficiente para fazer as coisas que deseja.

O que você pode fazer para se sentir melhor?

Algumas medidas incluem:

Uso de uma bolsa térmica ou uma compressa fria na área dolorida ( conforme cada caso);
Pratique o relaxamento. Você pode aprender métodos para relaxar o corpo, como fazer exercícios de respiração profunda. Relaxar a mente pode ajudar com a forma como o corpo sente dor. As pessoas podem aprender a acalmar sua dor ou torná-la menos incômoda;
Fique o mais ativo possível. Caminhar, nadar, ou andar de bicicleta podem ajudar a aliviar dores musculares e articulares. Se você não estiver ativo, sua dor pode piorar. Lembrando que é importante realizar as atividades de acordo com suas limitações e com as orientações médicas;
Se você não está ativo por um longo tempo, comece devagar. Assim, faça pequenos aumentos na intensidade e na quantidade de tempo que você gasta se exercitando. Se o exercício aumentar sua dor, converse com seu médico. Ele pode recomendar um programa melhor para ajudá-lo a se tornar mais ativo.
Enfim, se você se sentir deprimido, converse com seu médico sobre isso. A dor crônica e a depressão costumam andar juntas e cada uma pode piorar a outra. Obter tratamento para a depressão pode tornar mais fácil lidar com o processo doloroso.

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