Dra. Ana Carolina – Neurologista especialista em Distúrbios do Movimento

A cefaleia é uma das queixas neurológicas mais comuns. A maioria das pessoas, em algum momento da vida, já sofreu ou sofre desse mal. Mundialmente, meio bilhão de pessoas têm essa condição. Muitos hábitos cotidianos levam ao agravamento e ao não tratamento eficaz dessa doença. Inclusive, um dos mais comuns é o abuso de analgésicos, o qual acaba levando ao efeito contrário com o aumento da dor de cabeça quando usado de forma incorreta.
Existem vários tipos de cefaleia que podem ser classificadas em primárias e secundárias:

Cefaleias primárias

São as que ocorrem sem etiologia demonstrável pelos exames clínicos ou laboratoriais usuais, as mais comuns são:
Enxaqueca com aura e sem aura;
Cefaleia do tipo tensional;
Cefaleia em salvas

Cefaleias secundárias

São as provocadas por doenças já existentes, diagnosticadas pelos exames clínicos ou laboratoriais. Nestes casos, a dor seria consequência de uma agressão ao organismo, de ordem geral ou neurológica. Como as cefaleias associadas às infecções sistêmicas, disfunções endócrinas, intoxicações, ainda à hemorragia cerebral, às meningites, encefalites ou a lesões expansivas do sistema nervoso central.

Tipo de dor de cabeça

Determinar o tipo de dor de cabeça é fundamental para o estabelecimento do tratamento mais adequado, a fim de restabelecer a qualidade de vida desse paciente.

Para isso, é muito importante que o médico esteja atento à história clínica contada pelo paciente. Algumas perguntas irão ajudar no desfecho positivo do diagnóstico como:
– Idade no início
– Presença ou ausência de pontos pretos e/ou zumbido antecedente à crise;
– Frequência, intensidade e duração do ataque;
– Número de dias de dor de cabeça por mês;
– Hora e modo de início (por exemplo, onde você estava na hora que começou a dor e o que você estava fazendo);
– Tipo de dor (se é pulsátil, intensa, local ou difusa);
– Sintomas e anormalidades associadas;
– Se há história familiar de enxaqueca; e
– Fatores de que desencadeiam o quadro e que causam alívio.

Diagnóstico e tratamento

Após o diagnóstico, podem ser utilizados medicamentos de alívio para a dor, que busque tratar essa condição e reduzir a quantidade de crises. Existem diversas linhas de tratamento atualmente, que vão desde medicamentos via oral a medicamentos injetáveis, como os anticorpos monoclonais e a toxina botulínica (Botox).

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