A espasticidade é caracterizada como um distúrbio, consequente, na maioria das vezes, de sequelas motoras pós um acidente vascular cerebral, lesão medular, traumatismos cranianos, esclerose múltipla e paralisia cerebral, por exemplo. Você já ouviu falar nessa condição? Confira o que vem a seguir para aprender um pouco mais sobre esse tema relevante.
Essa doença caracteriza-se pelo aumento do tônus muscular, ou seja, da sua força, tornando a região rígida. Ela pode acometer corpo inteiro, no entanto, é muito possível que você já tenha observado alguém com uma mão em garra, meio fechada, aquilo é um sinal característico dessa condição. Além disso, os reflexos da medula, também, ficam exacerbados, uma vez que há a redução da capacidade do sistema nervoso de inibir os neurônios, ou seja, alguma reação que deveria ser uma resposta normal a um estímulo, acaba sendo respondida de forma exagerada.
Os efeitos adversos da espasticidade incluem dor, diminuição da mobilidade, contraturas e espasmos musculares, todos os quais podem interferir no sono e nas atividades da vida diária. Esse paciente pode, ainda, apresentar uma postura anormal, alterações para caminhar e incontinência urinária.
Essa doença pode ser incapacitante na maioria das vezes, já que o indivíduo acaba tendo dificuldades em realizar tarefas simples do dia a dia como vestir-se, higienizar-se e locomover-se, precisando, assim, de ajuda constante.
O diagnóstico é basicamente clínico, em que o neurologista realiza uma série de exames neurológicos, a fim de comprovar esse déficit do tônus muscular, perda da função e de habilidades, entre outros.
Então, a espasticidade não tem um tratamento curativo, ou seja, que acaba com essa condição e ela nunca mais volte. No entanto, há terapêuticas que tem o objetivo de reduzir o grau de evolução dos sintomas dessa doença, fornecendo uma qualidade de vida melhor ao paciente. Fisioterapia, hidroterapia e terapia ocupacional são excelentes intervenções não medicamentosas para estimular a pessoa a manter os movimentos ativos.
Importante dizer que quanto mais precoce a descoberta dessa condição mais rápida realizada alguma intervenção, melhor será a evolução desse paciente, impedindo perdas funcionais significativas no futuro.