Dra. Ana Carolina – Neurologista especialista em Distúrbios do Movimento

A enxaqueca é um doença crônica e muito comum de ser encontrada nos consultórios médicos. Diferente daquelas dores de cabeça ocasionais por tensão, essa condição se apresenta com sintomas além da cefaleia, como aversão à luz, ao som, náuseas e vômitos.

A enxaqueca pode ainda se apresentar de duas formas: com aura e sem aura.

Mas o que esse termo significa?

Aura é uma combinação de sinais e sintomas que costumam anteceder a crise, é como se fosse um aviso para que as tem de a dor irá começar. A pessoa pode perceber pontos pretos na vista, as chamadas “moscas volantes’, ouvir um zumbido, às vezes o paciente pode apresentar dificuldades para falar e até dormência. Muitas vezes, a enxaqueca pode se apresentar apenas com as características da aura sem a dor de cabeça.
A intensidade das crises por variar e a duração dos sintomas dolorosos podem durar até 3 dias. Geralmente, o paciente diz que sente dores atrás dos olhos, na cabeça, na região da nuca e do trapézio que pode ser incapacitante, ou seja, impede que o indivíduo realize tarefas básicas do dia a dia.

Quando a cefaleia passa a estar presente por mais de 15 dias no mês, ela pode ser considerada como enxaqueca crônica.
Fatores hereditários podem estar associados ao início dessa doença.
Um dos tratamentos utilizados é o uso da toxina botulínica que é injeta no nervo que está provocando a dor, a fim de inibir essa resposta. Muitos indivíduos apresentam bons resultados, principalmente, aqueles com a condição crônica. No entanto, uma desvantagem dessa terapia é que o efeito tende a durar em torno de um mês.
Medicamentos para alívio da dor e diminuição das crises podem ainda ser administrados de acordo com as queixas individuais de cada um.

Além disso, é importante que os pacientes adotem medidas de mudança de estilo de vida como:
Realizar atividades físicas de forma regular;
Dormir bem (uma média de 8 horas por dia), já que a insônia pode ser um agravante para esse quadro;
Evitar o uso de bebidas alcoólicas;
Alimentar-se em horários regulares, não passando muito tempo em jejum.

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