A síndrome das pernas inquietas é uma doença neurológica sensório-motora que está relacionada, também, ao sono.
Você tende a ficar balançando ou mexendo a sua perna enquanto dorme ou durante o dia? Presta atenção no que está por vir para entender melhor.
A Síndrome das pernas inquietas é caracterizada por uma urgência, um desejo as vezes incontrolável, de mover, sobretudo as pernas (raramente os braços) e por sensações desagradáveis (disestesias/parestesias) em regiões profundas das pernas. Estas sensações surgem nos períodos de repouso ou inatividade, especialmente no final da tarde ou à noite, e melhoram ou desaparecem com o movimento, sobretudo a deambulação.
Essa síndrome pode levar sinais de privação do sono, por conta de despertares noturnos pelo balançar excessivo das pernas, assim como a necessidade de levantar e se mover para proporcionar o alívio dos sintomas.
O diagnóstico é essencialmente clínico e fundamentado no relato do paciente. E também uma história familiar positiva, resposta a fármacos dopaminérgicos e os movimentos durante a polissonografia podem dar um suporte ao diagnóstico.
É importante saber que o uso de algumas medicações pode piorar os sintomas, como os anti-histamínicos, neurolépticos e anti-depressivos.
A terapêutica consiste no uso de medicamentos para inibir a excitação cerebral. Os agonistas dopaminérgicos são os agentes mais estudados e utilizados no tratamento da Síndrome das pernas inquietas, como o pramipexol e a rotigotina, também a gabapentina e a pregabalina são opções medicamentosas.
Medidas não farmacológicas como praticar exercícios físicos e reduzir o consumo de café, parecem auxiliar no tratamento.